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domingo, 1 de julho de 2012

Médico condenado por morte de Jackson queria ter deposto–advogados

O médico condenado pela morte de Michael Jackson lamenta não ter deposto durante seu julgamento no ano passado, disseram os advogados dele na segunda-feira, 25/06/12, depois de visitarem o médico na prisão.
Conrad Murray, contratado como médico pessoal do cantor de “Thriller” em 2009, começou a cumprir pena de prisão de quatro anos em novembro de 2011, depois que um júri o considerou culpado de homicídio culposo (sem intenção de matar). Os promotores argumentaram durante o julgamento que Murray foi negligente na administração do anestésico cirúrgico propofol para ajudar Michael Jackson a dormir e que o médico falhou em monitorar adequadamente o uso da droga pelo cantor. Eles também apresentaram provas de que Murray demorou a ligar para o serviço de emergência quando Michael Jackson parou de respirar na noite de sua morte, há três anos. Dois advogados visitaram Murray na segunda-feira na cadeia do Condado de Los Angeles, onde ele está detido. O advogado J. Michael Flanagan disse que o médico “estava se adaptando razoavelmente bem para uma pessoa que está cumprindo pena e que na verdade é inocente”. Michael Jackson foi encontrado sem vida em sua mansão em Los Angeles no dia 25 de junho de 2009, cerca de três semanas antes de começar uma turnê em Londres com o objetivo de colocá-lo novamente sob os holofotes. Os advogados de Murray negaram que ele era culpado de negligência criminosa. Mas nunca o próprio médico depôs como testemunha em defesa própria, uma decisão da qual que veio a se arrepender, de acordo com sua advogada Valerie Wass e Flanagan, que também atuou na defesa do médico no julgamento. Flanagan disse à Reuters que o principal advogado de Murray no julgamento, Ed Chernoff, foi inflexível para que o médico não prestasse depoimento. Flanagan disse que discordou fortemente com Chernoff, mas que em última análise, Murray seguiu o conselho de Chernoff e se recusou a depor. “Murray agora percebe que deveria ter deposto”, disse Flanagan, acrescentando que havia várias nuances no caso em que apenas ele, como a única pessoa que estava com Michael Jackson nas últimas horas de sua vida, poderia explicar adequadamente ao júri. “Agora ele diz que o maior erro que cometeu no julgamento do caso foi não depor”, afirmou o advogado. FONTE

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