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sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Fim de Michael Jackson não foi o que ele esperava", diz ex-empresário

No começo dos anos 1990, o alemão Dieter Wiesner trabalhava em um projeto de uma bebida energética que levaria o nome de estrelas. No topo da lista de possíveis candidatos que teriam seu rosto estampado no produto, estava o astro pop Michael Jackson, mas o alemão de olhos azuis claros mal conseguia chegar perto do cantor. "Passei anos tentando convencer seus empresários a conversarem conosco. Um dia, recebi uma ligação dizendo que eu deveria ir aos Estados Unidos para conhecer Michel Jackson. Eu pensei: 'isso deve ser alguma pegadinha'", disse Wiesner ao site de VEJA. VEJA AQUI A ENTREVISTA VIDEO Poucos anos depois, o alemão se tornou o empresário de Jackson e, em algum tempo, seu conselheiro pessoal. Durante esses quase 15 anos em que trabalhou com o cantor, o alemão era responsável por ajudá-lo a fechar contratos e negócios, algo em que ele tinha muito interesse, segundo Wiesner. "Michael estava à frente de seu tempo. Ele fazia clipes que eram quase filmes quando ninguém fazia. Ele já sabia o que ia estourar antes de estourar. Ele comprou o catálogo dos Beatles porque sabia que isso ia valer muito dinheiro. E queria comprar a Marvel antes de morrer", afirma. Mas Jackson acabou traído por esse desejo empreendedor. "Muita gente só estava atrás dele por causa de dinheiro. Até hoje é assim. Não lançaram um disco no qual ele sequer canta? Michael nunca teria permitido isso", diz Wiesner. No entanto, o próprio ex-empresário pode ser incluído nessa categoria, já que, após a morte do cantor, foi acusado de ter fraudado milhões de dólares em contratos que fechou para o astro e, no ano passado, lançou um livro (Michael Jackson: The True Story) no qual fala sobre os anos que passou trabalhando com o cantor. Wiesner seguiu como empresário de outros músicos após a morte de Jackson, como o cantor português Lucenzo (de Danza Kuduro, tema da novela Avenida Brasil). Mas, para todos os fins, ele sempre será "o ex-empresário de Michael Jackson", mesmo que só tenha trabalhado com o cantor em seus anos finais. Mesmo sua visita ao Brasil, para assinar contrato com uma produtora que cuida de Lucenzo na América do Sul (a Sync Produções), foi marqueteada dessa forma. Wiesner garante que se tornou íntimo de Jackson. "Nós viramos amigos próximos. Eu cheguei a morar no rancho Neverland, tinha uma casa lá. Vi as crianças crescerem e éramos como uma família. Dois meses atrás, estive em Los Angeles e passei um tempo com a mãe dele e com os filhos. Também sou muito próximo ao pai dele, Joe", conta o alemão, que fala sem papas na língua sobre os segredos do cantor. "Ele não queria fazer a turnê This Is It. Era complicado para ele, mas havia muita pressão da gravadora e dos fãs. Michael era uma pessoa que, quando fazia algo, tinha que ser 100%. Ele queria fazer uma última turnê, mas só 10 shows, e de repente, o contrato previa 50 shows. Eles venderam essas apresentações como 'a volta de Michael', e não era, era o fim. Ele aguentava fazer 10 shows, estava muito magro, mas estava forte para fazer esses", diz. Mas Wiesner tenta despistar quando fala sobre o médico Conrad Murray, considerado culpado pelo homicídio culposo do cantor. "Eu nunca tive nada a ver com ele. Ele foi contratado pela AEG, a produtora de Jackson. Era algo recente na vida dele. Eu nunca falei com ele e nem posso falar muito mais. Eu falei demais no meu livro e tentaram me processar. Preciso tomar cuidado quando cito nomes", dribla. "Não posso dizer se ele é ou não o culpado pela morte de Michael. Mas, se você olhar a história e a trajetória de Michael, era evidente o que ele estava fazendo a si mesmo. Quando surgiram todas as alegações [de pedofilia], paramos todo o trabalho para ir ao tribunal. No fim do dia, ele não era culpado, mas sua vida foi destruída. O fim de Michael não foi nada do que ele esperava."

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