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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Robin Gibb fala sobre Michael jackson




"Nós não somente perdemos um grande amigo , mas também perdemos um maravilhoso e sensível ser humano . Bee Gees ouvia música com os mesmos ouvidos. Michael tinha uma grande voz e milhões de pessoas ainda estão por nascer e irão cantar suas canções. Esta tragédia deve nos ensinar uma lição de valor e de apreciar as dádivas enquanto nós ainda as temos no mundo. Se mesmo uma pequena parte do apreço que está sendo dado a Michael Jackson agora ,na morte, fosse dado à ele no ano passado(2008), em vida, ele poderia muito bem ainda estar conosco. Essa é a triste verdade. Um consolo é que ele triunfará atraves do seu legado.


Ele era um grande amigo, um homem muito sensível, gentil e talentoso. Meus irmãos e eu o conhecemos por volta de 1972, quando estava no Jackson 5. Estávamos no mesmo estúdio, o Hit Factory, em Los Angeles. Toda vez que ele estava em Miami, ele ficava mais um pouco, especialmente com Barry. Muitas vezes ele aparecia do nada: ele costumava deixar Bubbles com alguém e vinha por conta própria. Nós saíamos, haviam jam sessions (eles improvisavam e cantavam o que vinham à cabeça deles).

Eu o vi pela última vez há algumas semanas atrás em Los Angeles em uma festa. Ele parecia bem, mas ele não estava bem - ele estava desgastado. Ele estava muito, muito cauteloso sobre voltar aos holofotes, e eu me solidarizei com isso. E não foram a datas dos shows de Londres que o incomodava tanto,mas a forma como os críticos poderiam avaliá-lo após os shows . Eu disse que ele deveria dizer: "E daí?" em vez de "E se?"

O fato é que ele não estava tendo o respeito que merecia - aquele era um cara que fora absolvido no julgamento no passado, mas, particularmente para a América, ele era problemático. Ele estava com muito medo de fazer shows ao vivo após o julgamento, porque ele estava preocupado com os ataques que poderiam ocorrer. Eu acho que isso realmente o incomodava. O problema é que ele era muito frágil - a natureza dos artistas é que eles são sensíveis e dóceis. Mas isso não diminui sua inteligência e seu talento.

Sua morte não foi uma surpresa enorme .Eu só queria que as pessoas não o tivessem perseguido tanto. Ele era um homem muito solitário e incompreendido. Ele tinha que fazer tudo por conta própria. Ele sofreu muito nos últimos dois anos e eu não acho que muitas pessoas conseguiriam resistir a tanto como ele resistiu.

Nós compartilhamos muita camaradagem . Ele fará muita falta porque isto não tinha que acontecer. Ele era jovem, como o meu irmão, que morreu em 2003 - é claro, Michael foi ao funeral do Maurice(Gibb). É tão triste quando não podemos apreciar as pessoas enquanto elas estão aqui no mundo. Quando elas partem já é tarde demais. As pessoas que estavam em cima dele no passado estão agora orando para Michael Jackson num altar hoje. "


Depoimento concedido por Robin Gibb do grupo The Bee Gees,em junho de 2009.Michael e os três irmãos Gibb eram muito amigos. Michael era padrinho de um dos filhos de Barry Gibb(vocalista do Bee Gees) - dos três irmãos Barry era o mais chegado a Michael.
Ele costumava frequentar a casa de Berry e passar semanas na casa do amigo junto com a família dele e filhos.

Fonte: http://mjneverland.ptforuns.com/viewtopic.php?f=10&t=2066

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