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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entrevista de Michael a Ebony-Jet, em 1987.



TRADUÇÃO:


Entrevistador: Passaste quase 4 anos sem gravar ou divulgar um novo álbum. Como te sentes, agora, que o disco saiu?

Michael: Na verdade, me sinto rejuvenescido, porque depois de trabalhar nele durante tanto tempo, é muito trabalho... A maioria das pessoas estão acostumadas a ver só o resultado do trabalho, nunca vêem a outra parte, todo o trabalho que leva a criar esse resultado e me sinto rejuvenescido e feliz. É como uma jubilação, assim é... uma celebração, como dizer: "nós alcançamos"!

Entrevistador: Quanto tempo levou? Creio que tu compuseste 8 ou 7 das canções. Quanto tempo necessitaste, para desenvolver todo esse processo criativo?

Michael: Não recordo. Realmente. Não paro, para contar as horas ou algo assim. Cada canção é diferente, às vezes acontece mais rápido, às vezes mais demorado. Na realidade, ninguém pode definir o que é o processo criativo, porque eu não tenho nada a ver com ele, é algo que se cria no espaço, é obra de Deus, não minha.

Entrevistador: Respeito isso. Deus nos presenteia tanto, tantas vezes... e tu, realmente, recebeste imensas bênçãos. Contudo, parece que também tiveste, que pagar um preço. Não lamentas, às vezes, o fato de ser tão famoso?

Michael: Não...Às vezes, só às vezes. Às vezes, eu gostaría de poder andar por aí, sem que se forme algum alvoroço, já sabes, mas não posso, nunca funciona, porque as pessoas se dão conta e logo se amontoam a teu redor. São muito amáveis, digo, não estou me queixando, mas ...

Entrevistador: Não, mas tens direito a reclamar, porque todo mundo tem direito a sair e poder estar sozinho, mas parece que tu não tiveste direito a isso.

Michael: É parte do trabalho, suponho ...

Entrevistador: Fale-me da canção "Bad". Antes, falamos e disseste que gosta da canção, porque, realmente, fala de ti. És na verdade o mais "temível" da indústria discográfica.

Michael: Bom ... É algo muito diferente de qualquer outra coisa, que nunca haja gravado ou escrito. É contundente, uma declaração, mas o digo de forma legal ... não há que se tomar por tão sério. E digo ... É uma forma de dizer que tens estilo, que és bom, atrevido. Não estou querendo dizer que sou mal em sentido literal. Supõe-se que se podia interpretar. É uma declaração atrevida.

Entrevistador: E o que me dizes do vídeo? Do vídeo também e outras coisas deste disco, é que muitas das canções contém uma mensagem social, e no vídeo "Bad", também podemos vê-la. Sei que, provavelmente, não passaste por nenhuma experiência assim, mas eu me chamo Darryl (como o protagonista do vídeo).

Michael: Sim, eu sei.

Entrevistador: E tive que crescer em Harlem e no South Bronx, e saia para ir a escola e também tive que sofrer as pressões dos companheiros em meus ambientes. Como te surgiu a idéia de fazer essa aula de história?

Michael: Bom, na realidade não foi idéia minha,se trata de uma história real, em que um garoto tenta ...

Entrevistador: É minha própria história de certa forma...

Michael: Certo, mas o que realmente sucedeu com este garoto...

Obs.: Frank Dileo, gerente de Michael, passa toda a entrevista fazendo brincadeiras (caretas) atrás das câmeras. Se faz uma pausa.

Michael: Não faça caras. (Falando para Frank Dileo).

Entrevistador: Então, tu não escreveste a história, para o vídeo? Falaste de uma história, que quase podia ser a história da minha própria vida, mas dizes que estava baseada em alguém?

Michael: Sim. É isso. Trata-se de um garoto, que ia à escola ao norte, no Estado onde vivia. Era alguém que vinha do gueto, que queria fazer algo por sua vida e deixou para trás seus velhos amigos e ao regressar, nas férias de primavera, a de ação de graças, seus amigos sentiram tanta inveja e tanto ciúmes, que o mataram, mas no vídeo eu não morro, claro. Assim, é uma história real, que a pegamos da Revista Times ou Newsweek. É um garoto negro, como eu, é uma triste história, mas ... Perdão?

Entrevistador: Como te sentes ao ver histórias tão tristes como esta?

Michael: Oh, é muito triste, porque é tudo negativo, é terrível. Creio que a vida é o desejo de crescer, de seguir avançando; é como plantar uma semente e ao crescer se converte em algo bonito e é algo, que nunca morre realmente. Creio que as pessoas deveriam vê-lo assim.

Entrevistador: Sabe, minha canção favorita do disco é "Man in the mirror".

Michael: Oh sim, eu gosto muito.

Entrevistador: É minha canção favorita. Identifico-me com a idéia de que, sem importar o que faças no mundo, tudo deve começar dentro de ti.

Michael: Essa também é minha filosofia: " se queres que o mundo seja um lugar melhor, olha em teu interior e começa a mudá-lo." É tão simples.

Entrevistador: É algo fácil de fazer.

Michael: Sim, bom ... as pessoas não olham em seu interior com honestidade; a culpa sempre é do outro ou de alguém mais acima. Tens que mudar a ti mesmo! Olhar a ti mesmo e mudar.

Entrevistador: Quanto te olhas no espelho, estás contente com o que vês?

Michael: Em que sentido?

Entrevistador: Quando te olhas a ti mesmo, com respeito a essa filosofia.

Michael: Nunca me sinto totalmente satisfeito. Sempre desejo que o mundo seja um lugar melhor e isso é o que trato de fazer com minha música: levar felicidade às pessoas,levar gozo e paz para suas vidas.

Entrevistador: És uma pessoa religiosa?

Michael: Perdão?

Michael: Sim, eu faço muitas orações, sim. Vejo um lindo entardecer e digo: Deus, é lindo, obrigada. O sorriso de uma criança, as asas de uma mariposa ou...coisas assim...

Entrevistador: Na versão do álbum " I just can't stop loving you", sussurras com sensualidade umas palavras a uma mulher encostada em você.

Michael: Gravei isso encostado na cama.

Entrevistador: Sim? Realmente?

Michael: Estava coberto com as folhas e tudo quando gravei. E as escuras.

Entrevistador: E a letra diz: "porque as pessoas realmente não me compreendem..."

Michael: Sim, digo: " muita gente me interpreta mal, porque não me conhecem". E creio que é assim. As pessoas crêem nas absurdas histórias que lêem. Há coisas que são certas e coisas não...e...

Entrevistador: E te dói esse tipo de história?

Michael: Às vezes, mas faz parte do trabalho, já sabes.

Entrevistador: E não te levantaste, para te defender? Dizer: " isso não é verdade"?

Michael: Sim, muitas vezes...mas, para que atrair mais atenção, fazendo algo assim?

Entrevistador: Tenho outra canção favorita, é, não tanto quanto "Man in the mirror", mas... "Liberian Girl". Há alguma "Liberian Girl" em tua vida?

Michael: Não. Essa, a escrevi em minha casa, na sala de jogos, creio que estava jogando "pinball" ou algo assim e logo a canção veio a minha mente, e creio que corri escada acima, a gravei em uma fita e assim saiu "Liberian Girl"; o mesmo com "We are the world, we are the children..." Eu realmente não... não sei de onde vêm as frases, simplesmente chegam: "we are the ones who make a brigthter day so let's star giving..." Não tive que pensar nisso, simplesmente chega... chega.

Fonte: http://mjneverland.ptforuns.com/viewtopic.php?f=45&t=2003

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