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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Curiosidade: a opinião do Rabino Shmuley sobre Michael em 2000

Este artigo foi publicado pelo rabino Shmuley na Jewish Telegragh, em 2000.


É curioso ver como Michael Jackson, descrito como "extraordinário", humilde e inocente é retratado hoje de forma completamente distinta. Ah, claro, ele mudou de idéia depois que Michael se afastou dele e de sua cobiça e ganância.

22 de setembro de 2000



Lembrei-me desta história na semana passada quando a minha família e eu passamos uma semana em Neverland, o rancho de Michael Jackson, na Califórnia. Eu sei que todo mundo odeia histórias em conta-gotas mas tenham paciência comigo só desta vez. Pois o que eu testemunhei nestes seis dias com Michael, foi um ser humano extraordinário, completamente mal compreendido e deturpado, com uma compaixão ilimitada para as crianças.

A cena foi simplesmente surpreendente. Neverland é uma Disneyland em San Diego, com portões abertos a um fluxo constante de crianças. Alguns jovens estavam lutando contra o câncer, outros vieram das escolas da cidade para desfrutar de um dia de êxtase, e todos ficaram rendidos e sem palavras com a atenção pessoal que Michael dá a cada criança.

Uma criança de 10 anos de idade, com vergonha de mostrar sua cabeça careca pelo efeito da quimioterapia, finalmente tirou o boné depois que Michael passou um dia aumentando sua confiança.

"Compaixão" é um termo amplo que engloba tanto a simpatia quanto a empatia. Dos dois, a empatia requer um envolvimento mais profundo, pois implica realmente sentir a dor de outra pessoa. A partir do momento que eu conheci o Michael em Nova York no ano passado, eu sabia que ele tinha uma maior capacidade de empatia do que quase qualquer outra pessoa que eu já tinha encontrado. Falamos da caça dos cervos - um esporte comum no Reino Unido. Os olhos de Michael apertaram-se ligeiramente e sondou-me com seu olhar questionador: "Eu não entendo. Como alguém pode perseguir algo que é tão indefeso?" Mais tarde, ele falou sobre muitos pais em nosso mundo que faltam ao jantar com seus filhos. Sua voz estava tão trêmula com a emoção que eu tentei desesperadamente esconder a minha expressão de culpa.

Quando seu filhinho Prince entrou no quarto, Michael falou com ele como se fosse um jovem adulto, respondendo as suas perguntas com muita paciência. É evidente que o menino com o cabelo dourado é o prazer inigualável de vida de seu pai. Uma lição de Michael: nós todos devemos crescer no exterior, mas para sempre manter a criança dentro de nós. A medida que envelhecemos, a dor do mundo que nos rodeia nos obriga cada vez mais a fechar os nossos corações. Não foram Adão e Eva, antes que a raça humana fosse corrompida, retratados como crianças, nus e inocentes, no Jardim do Éden? É por isso que quando estou com Michael é que eu me sinto mais livre, liberto de pretensão e rigidez.

Lembro-me da primeira vez que senti isso, quando Michael levou-nos como seus convidados para ver Toy Story 2 em um cinema local. No início, eu estava lá para meus filhos. Mas Michael estava atrás de mim, rindo alto da tela, e, lentamente, eu me deixei levar. Dentro de alguns minutos, eu também estava rindo e curtindo o filme. Em seguida, ocorreu-me que mesmo como um adulto, eu não preciso assistir as pessoas atirando, esquartejando, membros explodindo no ar, ou a eroticidade de corpos nus, para me divertir.

Como um escritor que escreve sobre relacionamentos, muitas vezes as mulheres me perguntam, "O que devo procurar em um marido?" Eu digo a elas para assistir sua interação com as crianças. Um homem que ama a inocência de uma criança é também inocente. Um homem que ama a brincadeira de uma criança é mesmo brincalhão. E um homem que tenha paciência para crianças, é realmente um homem paciente.

Há uma qualidade humana mais essencial do que o alimento, ou a água, que precisamos dar aos nossos filhos - a dignidade. É um dom invisível, mais enigmático do que o sustento ou assistência que se pode observar. Mas eu acredito que Deus deu a Michael um par de óculos especiais. Ele vê as vestes de dignidade e cobre os ombros dos nossos filhos nestes trajes reais de admiração e respeito. Como ele me disse: "Toda criança deve ser tratada como uma estrela de cinema, recebendo muita atenção." Minha filha de oito anos de idade, perdeu-se nos corredores da sala de cinema de Neverland e começou a chorar. Michael correu para ela e disse: "Oh, eu sei como se sente. Eu me lembro do que aconteceu comigo quando eu era um menino." Isso contrastou com a resposta que eu daria naturalmente: negar o seu medo e incentivá-la a "ser durona".

Lembro-me de uma antiga tradição mística judaica que diz que nem todos os seres humanos foram expulsos do Jardim do Éden, com Adão e Eva. Há ainda algumas pessoas que brincam no Paraíso e convidam-nos a todos para voltar a entrar. Será que Michael está fazendo moonwalk de volta ao Éden? Talvez. Isso é certo: por causa de Michael, eu plantei mais algumas flores no jardim do meu coração. Observá-lo com os seus filhos me fez um pai melhor, vê-lo em seu rancho interagir com pacientes com câncer fez de mim um ser humano mais compassivo, e testemunhar a sua humildade fez-me perceber que, se ele pode ser acessível, então não tenho desculpa para a indiferença.

Alguns vão me criticar por essas palavras, como um defensor da excentricidade de Michael (apesar de que meus anos de Oxford ensinaram-me que todos os grandes gênios são excêntricos). Mas na semana passada, comemoramos o aniversário de 42 anos de Michael com ele, no rancho, e perguntei a mim mesmo, o que você dá a um homem que tem tudo? A única coisa que eu poderia era me dirigir ao mundo e corrigir uma grave injustiça. É tempo de alguém falar dos trabalhos extraordinários de bondade que são tão centrais para elogiar a vida de Michael.

Michael recusa elogios ou cumprimentos, quase dizendo que, de alguma forma, ele se sente indigno de louvor.Talvez a dor dos muitos ataques jocosos tenham deixado suas cicatrizes nele. Talvez ele esteja confuso sobre o porquê algumas pessoas presumem a sua culpa, embora a pedra angular de nosso sistema de justiça é que todos os homens são inocentes até prova em contrário, e Michael nunca foi acusado de qualquer delito. Ou, talvez, seja apenas o desconforto natural de se tornar o centro das atenções, quando ele acharia muito melhor que nós todos déssemos cada grama de atenção que pudermos reunir para as crianças carentes que nos cercam.

Fonte: http://mjneverland.ptforuns.com/viewtopic.php?f=15&t=2047

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