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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Michael Jackson de Saurino, Angola

Saurimo é a capital da província angolana da Lunda Sul, a cidade dos diamantes onde se situa a mais importante mina do país, a Catoca, conhecida também pela distância a que fica do resto do país. Nesta região há áreas despovoadas, fauna e muitas florestas cerradas mas onde brilha o Michael Jackson.



Alexandre Tó tem 18 anos, é o próprio que faz a roupa “à Michael Jackson, copiada das fotografias”, caminha pelas ruas de Saurimo “como o Michael”, e nunca recusa um convite para uns passos de dança, quase sempre depois da frase: “Michael dá aí uns toques!”.

E o Michael Jackson de Saurimo não se faz rogado e repete com a perfeição possível os mais conhecidos “toques” do original, com sucesso evidente, porque, mal acaba a actuação, segue o seu caminho rodeado das jovens que o chamaram, permitindo à Agência Lusa conhecer o Michael, o Michael Jackson de Saurimo.

Foi a custo que Alexandre Tó revelou o seu nome de baptismo, porque, como o próprio afirma, até ele já se esqueceu que tem outro nome que não o de “Michael Jackson de Saurimo”, aquele que tem sempre “uns toques à Michael” para deliciar as fãs.

Mas em Saurimo brilham outras preciosidades, os diamantes, embora estejam já distantes os tempos em que pelas ruas da cidade se multiplicavam as improvisadas bancas por onde se espalhavam os quilates, quase sempre oriundos das covas do garimpo ilegal da região, restando hoje, à vista, alguns exemplos, mas legalizados.

A Lunda Sul tem cerca de 550 mil habitantes, 200 mil concentrados na sua capital, por onde diariamente o Michael Jackson de Saurimo distribui “toques” a pedido, na rua ou nas festas, que nunca nega, apesar de pedir uma gratificação.

“Paguem-me os toques para eu poder brilhar ainda mais”, diz o “cantor” angolano.

Aos 18 anos, Michael (Alexandre Tó) Jackson frequenta a 10ª classe na escola de Saurimo, cidade de onde nunca saiu nem, diz com a certeza possível da tenra idade, quer sair, porque é na terra dos diamantes que quer brilhar com os seus “toques”.

Quando dança também canta, mas, admite que o seu inglês é “fraco” e, por isso, para ser “artista completo”, quer também aprender a língua do Michael Jackson original.

Mas enquanto espera a oportunidade, procura ultrapassar o seu “fraco inglês” com a repetição das palavras que escuta no rádio-CD a pilhas que tem em casa nos arredores de Saurimo.

Agora, quase um ano após a morte de Michael Jackson, o Michael Jackson de Saurimo recorda a “tristeza desse dia”, 25 de Junho de 2009, com “uma espécie de energia” para continuar a vida de toque em toque e ao ritmo dos pedidos que se repetem quando caminha pelas ruas de Saurimo: “Michael, dá aí uns toques!?”.

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