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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

We are The World 25 for Haiti

"We are the World" celebrou os seus 25 anos reeditando a musica para ajudar as vítimas do terramoto do Haiti.



Os anos 80 não foram apenas a época gloriosa dos chumaços, das permanentes e dos sintetizadores. Foram também a década de ouro da música de solidariedade. Pela primeira vez, vimos os artistas mais famosos do mundo a cantar lado a lado para acabar com a fome em África, em vez de combaterem por um lugar no top de vendas. Ray Charles com Cyndi Lauper parecia um cenário improvável, mas "We are the World" reuniu todos os músicos de sucesso nos Estados Unidos.

Para os mais novos, ficou a imagem de uma constelação de estrelas de mãos nos ouvidos, por cima dos headphones, a cantar e a abanar a cabeça. Mas o hit é muito mais que isso. Vendeu 20 milhões de cópias, o que deu 60 milhões de dólares para ajudar a combater a fome na Etiópia e no Sudão.

Vinte e cinco anos depois, a melhor forma de assinalar um single que fez história é repeti-lo. Desta vez, para tentar minimizar a tragédia no Haiti. Lionel Richie e o produtor Quincy Jones vão gravar uma versão do clássico 'We Are the World' e as receitas vão reverter na íntegra para as vítimas do terramoto. Usher, Sting, Fergie, Alicia Keys e Justin Timberlake são alguns dos nomes avançados. O single será gravado na primeira semana de Fevereiro, aproveitando o facto de os artistas estarem reunidos em Los Angeles para os Grammys. A voz de Michael Jackson, que juntamente com Lionel Richie escreveu a música, também será incluída na versão. O Rei da Pop morreu em Junho de 2009, mas a versão feita para o DVD "This is It" será reutilizada.

O QUE FAZ UM SINGLE?

A 28 de Janeiro, de 1985, Quincy Jones andou no estúdio a colar etiquetas no chão com o nome de cada músico. Uma forma simples para evitar choques de egos e discussões como: "Eu é que fico à frente". Não era fácil lidar com uma lista impressionante que incluía Stevie Wonder, Paul Simon, Kenny Rogers, Tina Turner, Diana Ross, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Ray Charles, Bette Midler ou Billy Joel.

Até o jovem Bob Geldof esteve presente. Na realidade, foi graças a ele que a moda das músicas solidárias começou. Bob Geldof criou a Band Aid em 1984 e reuniu um elenco de respeito que incluía Paul McCartney, Sting, os Queen e os U2. O single "Do They Know It's Christmas" conseguiu reunir oito milhões de dólares (mais de cinco milhões de euros) e provou que os artistas podiam fazer a diferença. Mas não teve o impacto de "We Are The World". "Foi a música mais importante de Jackson. Nunca fui louco por ela, mas naquela altura a maioria dos americanos nem sabia onde ficava África. Acho que ele não compreendia os problemas políticos ou económicos, nem se interessava, mas quando lhe pediam para ajudar, ajudava", disse Bob Geldof à imprensa.

O irlandês não era o único a ter essa opinião. "A maioria não gostava muito da música, mas ninguém o dizia. Lembro-me da Cyndi Lauper me segredar: 'isto parece um anúncio da Pepsi'", disse Billy Joel à revista "Rolling Stone".

Relembre a Versao de 1985:



E confira a nova versão, que visa a ajuda no Haiti:



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